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20 de janeiro Domingo

Jesus Revela o Pai


Manifestei o Teu nome aos homens que Me deste do mundo. João 17:6

Se os pobres e iletrados não são capazes de entender a Bíblia, então a missão de Cristo em nosso mundo foi inútil, pois Ele disse: “O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos” (Lc 4:18). A ordem para examinar as Escrituras, Cristo deu não só aos fariseus e escribas, mas à grande multidão de pessoas comuns que se aglomerava em volta deles.
Se a Bíblia não é para ser compreendida por toda classe de pessoas, sejam elas ricas ou pobres, qual seria a necessidade da ordem do Salvador para examinar as Escrituras? Que proveito haveria em examinar aquilo que nunca poderia ser entendido? [...]
É dever de toda pessoa inteligente examinar as Escrituras. Cada um deve conhecer por si mesmo as condições sobre as quais é proporcionada a salvação. [...]
Os fariseus e os mestres religiosos representavam tão falsamente o caráter de Deus que foi necessário que Cristo viesse ao mundo para representar o Pai. Por meio da sutileza de Satanás, os homens foram levados a lançar sobre Deus os satânicos atributos; o Salvador, porém, removeu a densa escuridão que Satanás lançou diante do trono de Deus para interceptar os brilhantes raios da misericórdia e do amor que chegam do Senhor até nós. [...]
Cristo tomou sobre Si a humanidade para que a luz e o esplendor do divino amor não extinguissem o ser humano. Quando Moisés suplicou: “Rogo-Te que me mostres a Tua glória” (Êx 33:18), foi colocado na fenda da rocha, e o Senhor passou diante dele. Quando Filipe pediu a Cristo para lhe mostrar o Pai, Ele disse: “Quem Me vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9). [...]
Em linguagem simples o Salvador ensinou ao mundo que a ternura, a compaixão e o amor que Ele manifestou para com o ser humano eram os próprios atributos de Seu Pai no Céu. Qualquer doutrina de graça por Ele apresentada, qualquer promessa de alegria, qualquer ato de amor, qualquer atração divina demonstrada por Ele tinham sua fonte no Pai de todos nós. Na pessoa de Cristo, contemplamos o eterno Deus empenhado em uma empresa de misericórdia sem limites para com o homem caído (Signs of the Times, 20 de agosto de 1894).

 

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